sábado, 28 de julho de 2018

As civilizações Incas e Astecas


Os Astecas
        Muita coisa havia mudado na Mesoamérica quando, pouco mais de 500 anos atrás, os espanhóis chegaram às terras do Vale de Anahuac (no atual México). Havia ali um grande império, dominado pelos mexicas, grupo pertencente à etnia asteca. Em razão disso, chamamos o amplo território que eles dominavam de Império Asteca.
        É provável que os mexicas tenham vindo do norte onde, de acordo com suas crônicas, situava-se o Reino de Aztlán, e chegado à região do Lago Texcoco no século XII. Guerreiros e conquistadores, eles dominaram os vários grupos e etnias indígenas que viviam na região e ocuparam suas terras. No início do século XIV, os mexicas construíram no local um templo em honra a Huitzilopochtli, deus da guerra e do sol, principal divindade asteca. em torno do templo, cresceu a cidade de Tenochtitlán, futura  capital do império.
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Cidade de Tenochtitlán 
        A expansão dos mexicas não parou por aí. Promovendo ações militares de conquista, eles ampliaram seus domínios e formaram um império com mais de 6 milhões de pessoas. Estima-se que, quando os espanhóis ali chegaram, em 1519, a capital, Tenochtitlán, abrigava aproximadamente.
        Uma das principais fontes para o estudo dos astecas e de outros povos que habitavam a região do México são os códices, espécie de livros com imagens e símbolos desenhados em papéis feitos de fibras de árvores ou peles de animais. Os espanhóis destruíram muitos desses códices. Entre os que chegaram até nós, um dos mais importantes é o códice Mendoza, feito pelos astecas cerca de vinte anos após a conquista espanhola. Por meio dos códices foi possível conhecer aspectos da vida cotidiana dos astecas, como a educação, a vida familiar e as técnicas de cultivo.
        Sabemos, por exemplo, que os camponeses cultivavam tomate, milho, algodão, cacau, batata e vários tipos de pimenta. O cacau servia de alimento e bebida e sua semente era utilizada como moeda.
        Os astecas desenvolveram técnicas para superar as limitações impostas pela natureza e aumentar a produção agrícola. Construíram canais de irrigação para transportar a água dos rios e lagos para regiões mais distantes e criaram as chinampas, um tipo de canteiro flutuante.
        Os povos submetidos ao Império Asteca produziam para o seu consumo e, principalmente, para pagar os pesados impostos cobrados pelos mexicas. Esses tributos garantiam a expansão do império e permitiam investir na ampliação e no embelezamento de Tenochtitlán.
        Ao se fixar no Vale do México, por volta do século XII, os mexicas tinham uma organização social igualitária. Com o tempo, porém, surgiu uma diferenciação social entre eles e um distanciamento do povo em relação às camadas da elite.

Os Incas
        Na América do Sul, as terras altas da Zona Andina Central atraíram a ocupação humana principalmente em virtude de seus vales, com bosques, rios e pastos cercados de montanhas. Foi num desses vales, o de Cuzco, no sul do atual Peru, que os incas construíram um grande império.
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Localização geográfica do Império Inca
        Antes dele, floresceram na região diversas culturas, como as de Caral, Tiahuanaco, Mochica e Huari. A cultura Chavín, um das mais antigas dos Andes peruanos, é considerada a primeira a unificar a região em torno de costumes e práticas comuns. Monumentos, estatuetas, peças de cerâmica, ornamentos feitos de metais e móveis são alguns dos vestígios dessas antigas civilizações andinas.
        Os incas são originários do povo quéchua e chegaram à região de Cuzco provavelmente no século XIII. Inicialmente, conviveram com outras etnias da região. Aos poucos, porém, os incas submeteram os demais povos. Na primeira metade do século XV, o império inca expandiu-se por uma vasta região.
        O chefe supremo do império era o Sapa Inca, que exercia controle total sobre os povos que viviam em seus domínios. Considerado filho do sol, ele decidia quando as pessoas podiam se casar ou viajar e forçava a migração para áreas menos ocupadas do império, com o objetivo de defender terras desprotegidas.
        Havia uma série de procedimentos que deviam ser respeitados na presença do Sapa Inca. Por exemplo, ao se deslocar de um lugar a outro, o chefe supremo ia coberto por um manto, dentro de uma luxuosa liteira carregada por vários homens. À frente, uma coluna de servidores ia varrendo o caminho, e o povo se curvava com a face na terra enquanto ele passava. Até os altos funcionários só se dirigiam a ele de joelhos, em sinal de obediência.

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Representação do Sapa Inca
        A base econômica do Império Inca era a agricultura, praticada em aldeias. Cada aldeia era habitada por um conjunto de famílias unidas por laços de parentesco. Essa comunidade era chamada de ayllu. Cada ayllu tinha um chefe, o Kuraka, que dividia as terras entre as famílias e organizava a produção coletiva.
        Os camponeses do ayllu plantavam milho, batata, quinoa, algodão, batata-doce, amendoim, abacate, pimenta, entre outros produtos. Também criavam animais próprios dos Andes, como alpacas e lhamas. Os animais forneciam lã, leite, carne, além de servirem de meio de transporte.
        As famílias do ayllu deviam pagar ao kuraka e ao império um imposto que se chamava mita. Durante alguns meses do ano, elas deviam cultivar terras do kuraka e do império, ou ajudar na construção de estradas, canais de irrigação, edifícios públicos e moradias.
        As camadas mais altas também tinham obrigações. Em períodos de colheitas ruins, o kuraka devia distribuir os alimentos que havia acumulado com o recolhimento dos tributos e alimentar as famílias do ayllu.
        A irrigação das terras do império, em parte desérticas, era uma preocupação dos incas. Para resolver o problema, eles construíram canais que recolhiam a água que descia das montanhas e a levavam para as áreas de cultivo.
        Os incas também foram grandes construtores de cidades. Além de Cuzco, sua capital, ergueram Machu Picchu deve ter sido local de cultos e sepultamentos. Construída integralmente com pedras encaixadas, Machu Picchu foi encontrada integralmente por uma expedição arqueológica em 1911.
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Ruínas da cidade de Cuzco (Peru)
        Extensas estradas foram abertas pelos incas. Elas eram utilizadas para controlar as áreas do império e permitir a comunicação entre os vales, além de garantir a circulação de produtos e de um sistema de correio. Acredita-se que as estradas incas tenham possibilitado um grau de integração entre as áreas do império que os demais povos pré-colombianos não conheceram.



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