terça-feira, 15 de maio de 2018

A Mesopotâmia


        Mesopotâmia, palavra que significa “terra entre rios”, é o nome de uma região do Oriente Médio, localizada entre os rios Tigre e Eufrates. A maior parte da Mesopotâmia é ocupada atualmente pelo Iraque.

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        A paisagem do Oriente Médio é formada, em grande parte, por deserto e montanhas, e desde a Antiguidade as condições para o cultivo de alimentos e a criação de animais são muito difíceis.
        A Mesopotâmia, no entanto, tinha uma característica diferente: em certas épocas do ano, os rios Tigre e Eufrates enchiam e inundavam suas margens. Essas cheias fertilizavam o solo, tornando-o apropriado para o desenvolvimento da agricultura e da pecuária.
        Aproveitando a fertilidade do solo da Mesopotâmia, vários povos nela se fixaram e, no decorrer de milhares de anos, desenvolveram importantes civilizações, entre elas a dos sumérios e a dos babilônicos.
        Além dos sumérios e dos babilônicos, vários outros povos habitaram a Mesopotâmia, como os assírios e caldeus. Alguns desses povos já viviam ali, outros vieram de lugares distantes, atraídos pela riqueza da “terra entre rios”. Eles travaram muitas guerras pelo domínio da região, ocasionando o sucessivo domínio de um povo sobre o outro.
        Esses povos, apesar de terem línguas e costumes diferentes, exerceram influências culturais uns sobre os outros. Assim, eles adquiriram semelhanças, por exemplo, na religião, nas técnicas e na escrita. Devido a essas semelhanças, eles são conhecidos como povos mesopotâmicos.
        De acordo com estudos arqueológicos, a região da Mesopotâmia já era ocupada por grupos humanos por volta de 8.000 a. c. Esses grupos, que já haviam domesticado cabritos e carneiros e sabiam cultivar o trigo e a cevada, foram aos poucos abandonando a vida nômade e se estabeleceram em aldeias.
Entre esses grupos humanos estavam os sumérios, que provavelmente foram os primeiros a utilizar técnicas de irrigação em suas lavouras. Eles construíram canais de irrigação e represas que permitiram o aproveitamento das águas dos rios Tigre e Eufrates para irrigar as plantações. Dessa forma, eles ampliaram as áreas cultivadas e conseguiram produzir mais alimentos do que o necessário para a alimentação dos agricultores.
O excedente de alimentos ocasionou grandes modificações no modo de vida dos sumérios. A população aumentou e as aldeias cresceram. Muitas pessoas puderam deixar de trabalhar na agricultura para se dedicar a outras atividades. Surgiram, então, vários tipos de trabalhadores especializados, como tecelões, ceramistas, carpinteiros e comerciantes.
Como era necessário o esforço conjunto de muitos agricultores para construir e manter os diques e canais de irrigação, surgira também especialistas no planejamento e administração dos trabalhos, o que acabou dando origem a um sistema de governo. Para defender suas terras contra a invasão de povos estrangeiros, foram organizados exércitos.
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Escrita cuneiforme - desenvolvida pelos sumérios
Como havia necessidade de se registrar as atividades agrícolas e comerciais para controlar a cobrança de impostos, os sumérios desenvolveram um sistema de escrita. Havia também os sacerdotes, pessoas que se dedicavam às questões espirituais. Eles eram os condutores de uma religião que tinha numerosos deuses e dava explicações às questões relativas ao ser humano e à natureza.
Os povos mesopotâmicos, por volta do ano 3.500 a. c., já haviam desenvolvido vários elementos que caracterizam uma civilização, como um governo organizado, uma religião, um sistema de escrita, uma divisão do trabalho, entre outros.
Na área rural, os mesopotâmicos plantavam principalmente trigo e cevada. O gergelim e a palmeira eram cultivados para a extração de óleo usado na alimentação e na iluminação. A atividade pecuária também era muito importante. Eles criavam porcos, carneiros e cabritos para a produção de carne, lã, leite e seus derivados. Outros animais, como bois e jumentos, serviam para o transporte e para puxar o arado. Os cavalos e os camelos eram utilizados principalmente no transporte.
Boa parcela do que era produzido no campo destinava-se à alimentação dos moradores das cidades. Entre eles, havia vários profissionais, como comerciantes, artesãos, barbeiros, escultores e carpinteiros. Muitos desses profissionais trabalhavam em suas próprias residências, pois nas cidades mesopotâmicas era comum as moradias serem utilizadas também como oficinas de artesanato, estabelecimentos comerciais ou armazéns.
Os mesopotâmicos mantinham relações comerciais com povos que viviam em outras regiões. Caravanas de mercadores viajavam para lugares distantes, como a Ásia Menor, o Egito, a Arábia e a Pérsia, para obterem produtos escassos na região mesopotâmica, como madeira, pedras preciosas e metais.
Esses produtos serviam de matéria-prima para a fabricação de armas e joias, que eram exportadas depois de manufaturas. Os mesopotâmicos exportavam, também, tecidos e cevada. O governo controlava o comércio e a produção do campo e das cidades, cobrando impostos sobre todas essas atividades.
Os povos mesopotâmicos eram politeístas, isto é, acreditavam na existência de vários deuses, entre eles Anu (deus-pai), Shamash (deus-sol), Sin (deus da Lua), Inanna (deusa do amor e da guerra), Enki (deus das águas doces) e Enlil (deus dos ventos).
Os Zigurates eram grandes construções feitas pelos mesopotâmicos. Era no alto dos zigurates que ficavam localizados os templos onde os cultos eram realizados. Os cultos consistiam em orações, sacrifícios de animais e oferendas aos deuses.

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A palavra mitologia significa conjunto de histórias que pretendem explicar a origem do ser humano, do Universo e seu funcionamento por meio da ação de deuses e heróis. Para explicar a ocorrência de eventos naturais, entre eles terremotos e dilúvios, os povos mesopotâmicos criaram seus próprios mitos.
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Representação de Hamurábi
Outro ponto importante referente à história da Mesopotâmia foi o Código de Hamurabi. Era composto de 282 artigos que tratavam de temas variados, desde pequenos delitos até crimes graves. O código era baseado em um antigo princípio mesopotâmico, o princípio de talião (“Olho por olho, dente por dente”). De acordo com esse princípio, o responsável por um crime deveria receber um castigo semelhante ao crime que cometeu.  

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